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21 Out | 16:34:27

A marca de Luxo que mais cresce no mundo, comprova a força dos “Millennials” 




GUCCI

 

A marca de Luxo que mais cresce no mundo,

comprova a força dos “Millennials” 

 

A tradicional marca italiana se reinventa e cai nas graças do público jovem, tornando-se novamente uma grife “descolada”, crescendo 44,5% em 2018 e na faixa etária de 18 a 35 anos representando 55% das vendas.

Os Millennials, jovens nascidos entre os anos de 1980 e 2000 que adoram luxo, são hoje o público-alvo de maior poder de compra no mundo, também conhecidos como a Geração Y.

Uma geração que se desenvolveu em uma época de grandes mudanças, prosperidade econômica e avanços tecnológicos, vivendo em um ambiente altamente urbanizado e de facilidade material. Os Millennials vivenciaram uma das maiores revoluções da história: a Internet e buscam no acesso a cultura sua principal fonte de educação, inspiração e entretenimento.

A geração Y não se influencia por propagandas; buscam nas mídias sociais uma relação com a marca, procuram uma abordagem mais real e sincera sobre os produtos e serviços. Precisam confiar, conectam-se melhor com indivíduos do que com números. Querem coproduzir com as empresas. Quando tem uma conexão forte com a marca, são consumidores leais. O comportamento dos Millennials está ligado a experiência com o produto. São mais críticos e exigentes que as outras gerações. A confiança e autenticidade são os principais valores na hora de consumir.

 

A Reinvenção da Gucci

 

Alessandro Michele assumiu a direção criativa da marca em 2015, sendo o maior responsável por esta grande valorização da grife. Amante da moda vintage, com estilo incomum, quebrou estereótipos e clichês. Seu critério é olhar para o futuro através das lentes do passado. O estilista italiano vive em Roma, no berço da arte e da estética. Os seus pais eram amantes do cinema e da escultura. Tudo isso contribuiu para as suas criações. Formado em moda pela Accademia Costume & Moda, de Roma, Michele chegou a trabalhar para a Fendi, com Karl Lagerfeld e Silvia Venturini. Ainda nos anos 90, o designer destacou-se no Mercado com seus acessórios de couro e por isso foi contratado por Tom Ford para desenhar as bolsas Gucci em 2002, tempo depois tornou-se assistente criativo da Designer Frida Giannini.

Em 2015, Alessandro Michele foi premiado pelo Conselho de Moda Britânico por seu estilo estético único. Com suas criações ousadas e com seus desfiles inusitados, misturando referências históricas e experiências originais, vem transformando as coleções da Gucci em ícones de moda contemporânea.

 

A Nova Gucci

 

Trazendo referências do mundo pop e designs que se reinventaram, relançou o famoso monograma, que era quase desconsiderado na época, fazendo com que os Millennials, que cresceram vendo a marca em revistas e tvs, agora adultos com poder aquisitivo, se interessem pela marca.

Tendo aliados como Kylie Jenner (21 anos) e sua filha Stormi (1 ano), usando artigos da marca, como um carrinho de bebê e um canguru em monograma e também o cantor e compositor americano Lil Pump (18 anos) com artigos e músicas dedicados a marca, em seu vídeo clipe para a Gucci Gang, a marca se popularizou entre os millennials que querem se destacar pelas mídias sociais. Com a colaboração de artistas, a marca está sendo vista como tendência entre os influenciadores e jovens.

Com uma nova logo, cores chamativas, materiais mais refinados, e sempre apresentando um elemento surpresa, a Gucci segue autêntica em suas criações, aguçando a curiosidade e interesse da geração Y.

Fizeram outras parcerias de sucesso, como com o cantor Harry Styles, a cantora Florence Welch (anunciada como o rosto da linha de jóias) e a atriz  Dakota Johnson, rosto da primeira fragrância feminina sob o comando de Michele.

O estilista tem também inovado nos desfiles, incluindo mulheres em ternos florais e tecidos finos, tornando a linha masculina mais jovial, romântica e propondo uma sexualidade ambígua; trazendo o frescor do futuro, atendendo as expectativas do presente e mantendo a longa tradição da casa. Vai na contramão da tendência minimalista, pois mistura cores exuberantes, estampas e tamanhos de acessórios. Produz campanhas extravagantes. E a grife nunca esteve tão bem avaliada.

A nova Gucci está se tornando um próximo clássico da moda. A coleção futurista do outono de 2018 foi a sensação da mídia, ao trazer os modelos carregando suas próprias cabeças.

Explorou o tema Ciborgue, rompendo estereótipos. Apesar de futurista, o desfile teve referências a arte medieval, com looks de aspecto vintage e boho, o que tem contribuído na construção da assinatura desta nova Gucci.

           

A geração que se preocupa com o futuro

 

A marca tem também procurado atender a questões com as quais os Millennials se preocupam: sustentabilidade, impacto ambiental, o compromisso de não trabalharem mais com peles animais e como lidam com seus trabalhos manuais, são pontos importantes para esta geração que se preocupa com o futuro. Para isso criou um programa chamado Gucci Equilibrium com propostas positivas de impacto ambiental e estruturas tecnológicas para maior transparência ao tratar deste assunto.

 

A aposta na diversidade de produtos

 

Investindo na diversidade dos produtos, em 2017, lançou sua primeira linha de decoração para casa: móveis, velas, vasos e almofadas em estampas vibrantes e divertidas, além do monograma clássico que voltou a ser sinônimo de luxo e status. Inovando para aumentar o interesse pela marca, a Gucci tem apostado na reinvenção e diversidade de seus produtos.

 

 Até 2025 a Geração Y representará cerca de 45% do gasto total com produtos de alto padrão, com esta perspectiva, as marcas de luxo, assim como a Gucci, querem cativá-los, buscando elementos que os façam investir em seus produtos.


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