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02 Out | 15:41:20

Dra. Sâmela Oliveira




Sâmela da Silva Oliveira, 25, nasceu em Resende-rj, mas é iguaçuense de coração. Ela acaba de realizar uma grande conquista: se formou em medicina pela PUC-PR. Tudo começou aqui em Foz do Iguaçu, no Colégio Mitre. A Diva acredita em histórias de superação e ainda mais ... Acredita na Dra. Sâmela.

 

1. Qual foi sua grande motivação para escolher este curso?

Eu sou uma pessoa curiosa, gosto de entender como as coisas funcionam e principalmente o raciocínio lógico. Para ser bem sincera, acredito que a medicina me escolheu. Não tenho exemplos na família e nem tinha amigos médicos para me inspirar. Depois que ingressei no curso foi que me dei conta de que escolhi ser médica pela curiosidade de entender o funcionamento do corpo humano em todas suas complexidades, do problema que é a doença e como soluciona-la. Além de ser uma das profissões mais gratificantes que se tem.  É uma forma de fazer o bem ao próximo e fazer o bem a nós mesmos e paralelamente fornecer uma boa estabilidade financeira.

 

2. Como se preparou?

Com disciplina, através de uma rotina de estudos moderadamente rigorosa, resolvendo muitos exercícios, simulados e provas diariamente.

 

3. Qual a dica como estudante para quem escolhe algo concorrido como você?

Uma vez li o seguinte: “trabalhe, trabalhe, trabalhe, só não esqueça que vírgulas significam pausas.” Sempre priorizei minha saúde mental, talvez uma das maiores dicas seja essa: ser mais gentil e paciente consigo mesmo, não julgue onde está ou onde acha que deveria estar, corra atrás de um equilíbrio entre estudo e lazer. E por mais clichê que soe, você só chegará no resultado almejado com uma intensa dedicação e um foco inabalável, seja resiliente.

 

4. Uma vez que cumpriu a missão de passar. Qual foi o grande desafio???

Continuar na faculdade.

 

5. Qual foi o momento mais desafiador durante todos estes anos de estudo e dedicação?

O início, eu passei por um período muito difícil financeiramente qual, o cume foi uma situação desesperadora onde uma pessoa me indagou sobre o porquê eu estar estudando naquela cidade sendo que eu sabia as condições financeiras insuficientes de meus pais para o meu caso. Nesse momento foi que eu entendi o quanto a meritocracia é limitante no Brasil, ou sendo ainda mais ousada, um mito. O esforço de uma pessoa não é suficiente para ela mudar de classe social e sim, há que existir algo mais palpável. Digo que nunca tive sorte, mas sempre fiz sobrar atitude.

 

6. Sua origem é de uma família humilde. Como se consolidaram as necessidades de um curso que exige muitos investimentos diretos e indiretos na profissão?

Graças a Deus e a um dos maiores recursos existentes atualmente e quase que de livre acesso para todas as pessoas que estão em um ambiente universitário, a internet! Além de xerox, passes de estudante, a compaixão de pessoas boas, amigos,  que sempre estiveram presentes na minha vida e ao cartão de crédito da mãe (risos).. Eu basicamente vivi dia após dia, minhas metas eram de curto prazo e eu me permitia comemorar quando as alcançava.

 

7. Se você agradecer de forma pública ... a quem (ou quais pessoas) você agradeceria?!

Várias pessoas iluminadas passaram na minha vida e as quais foram determinantes para que eu conseguisse ser esse “ponto fora da curva”. Eu agradeço ao meu antigo técnico de basquete, o Claudinho, através do qual eu consegui uma bolsa de estudos. Ao Paulo André - do Colégio Bertoni -  por ter acreditado no meu potencial, aos meus familiares e amigos. Mas principalmente a minha mãe, que nunca se curvou diante das dificuldades, mas as venceu. Mãe, sua força me orgulha, seu amor me encanta e sou realmente privilegiada por tê-la em minha vida.

 

8. Quais os próximos passos para este ano e 2020?

Eu penso em trabalhar atuando como médica generalista na área básica da saúde, quero conhecer e acompanhar as pessoas de forma mais constante, dentro de seus contextos e complexidades, ajudando no cuidado com prioridade na reabilitação do pacientes.

Eu retornei recentemente de um estágio eletivo em um hospital na Flórida - EUA, apesar de ser uma grande admiradora do SUS e seus princípios, confesso que o excedente tecnológico e tipos de serviço presentes nos EUA, maior disponibilidade de medicamentos e opções de tratamento me encantaram.  A ampla rede de atendimento médico para os mais pobres, que envolvem ações coordenadas pela iniciativa privada e pelo governo, garantindo que até mesmo o filho de um imigrante ilegal pobre tenha acesso a uma cobertura médica básica é excelente. Eu tenho planos de estudar para os STEP's e fazer uma especialização por lá.

 

9. Você está realizando um sonho hoje. Como pode tentar expressar seus sentimentos?

Um pouco de incredulidade, ainda parece que não estou ciente de que realmente alcancei. Gratidão imensa por tudo e todos. Misturados com um cheirinho de liberdade e segurança. Com a plenitude e satisfação de poder olhar a vista da montanha que subi. De felicidade! 


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