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31 Nov | 11:12:04

Fumantes têm até quatro vezes mais chances de desenvolver câncer na bexiga




Segundo informações da Sociedade Brasileira de Urologia, o câncer de bexiga é um dos tumores mais frequentes no Brasil. Ocupa o quarto lugar (10% dos casos) nos homens e o oitavo lugar (4% dos casos) na mulher sendo o segundo mais tratado pelos urologistas, perdendo apenas para o câncer de próstata. O câncer de bexiga é também o segundo tipo de câncer mais frequente do trato do urinário. Nos Estados Unidos é uma das principais causas de morte. 

Conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2019, 9.480 mil novos casos de câncer de bexiga surgirão no Brasil, sendo 6.690 em homens e 2.790 em mulheres. Aproximadamente 6,43 casos novos a cada 100 mil pessoas, ocupando a sétima posição na lista de mortes por câncer no Brasil. No Paraná, a taxa estimada é de 8,27 para cada 100 mil homens e de 4,22 para cada 100 mil mulheres.


O câncer de bexiga tem maior incidência nos homens: acomete uma mulher a cada três homens e a incidência da neoplasia maligna aumenta conforme a idade, sendo mais frequente após os 40 anos e mais elevada após os 60 anos de idade. “O hábito de fumar é o fator de risco mais significante, pois está presente em mais de 50% dos casos de câncer de bexiga no sexo masculino e em mais de 25% entre as mulheres. Os tabagistas aumentam as chances de duas a quatro vezes de desenvolver câncer de bexiga, quando comparados aos não-fumantes”, explica o médico urologista, Dr. Gustavo Cruz, de Foz do Iguaçu, no Paraná. 

O Dia Mundial Sem Tabaco , 31 de maio, foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Segundo dados da OMS, há cerca de um bilhão de fumantes no mundo, mas a boa notícia é que este número se manteve desde o início do século, mesmo com o aumento da população. Ou seja, proporcionalmente, o número de fumantes vem diminuindo ao longo dos anos em todo o mundo. No Brasil a estimativa é de que um a cada 4 homens é fumante, enquanto para as mulheres é de uma a cada 20 mulheres. O que equivale a 18% dos homens e 10% das mulheres do nosso país.

 



“O tabagismo está diretamente ligado ao câncer de bexiga”, afirma o urologista dr. Gustavo Cruz, que explica: “Tanto o tabagismo, quanto a hipertensão, diabetes e colesterol elevado, por exemplo, causam danos aos vasos sanguíneos, a chamada aterosclerose que gera dano a qualquer coisa que dependa do fluxo sanguíneo, como os rins. O principal motivo que leva à insuficiência renal crônica e à hemodiálise é a nefroesclerose, da aterosclerose, que é o envelhecimento dos vasos sanguíneos, que vai matando células renais e perdendo a função. Do mesmo jeito você vai ter mal funcionamento do sistema da ereção”, complementa o especialista. 

Outros fatores relacionados ao câncer de bexiga podem estar ligados às radiações ionizantes, raios-x, infecções urinárias de repetição ou presença de cateteres no trato urinário, além do uso de algumas substâncias, como: aminas aromáticas, ciclamato, sacarina, corantes, ciclofosfamidas entre outros.


 

Atenção aos sintomas!
Cerca de 70% dos pacientes com tumor de bexiga apresentam sangue na urina, como apresentação inicial do problema. Outros sintomas mais raros do câncer de bexiga são: dor lombar (“dor nas costas”), presença de massa palpável no hipogástrio (“barriga”) ou edema (“inchaço”) nos membros inferiores (coxas, pernas e pés). Em grau mais avançado, a doença pode vir acompanhada de emagrecimento entre outras manifestações.


 

Pare de fumar:
 “A rede de saúde pública dispõe de programas para quem tem vontade de fumar. Quando o uso de tabaco é interrompido, a chance de desenvolver câncer de bexiga diminui, mas a ação dos fatores cancerígenos que ficaram presentes podem perdurar no organismo por mais de dez anos”, finaliza dr. Gustavo Cruz.


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