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KARL LAGERFELD, O KAISER DA MODA




Diretor criativo da Chanel, da Fendi e da sua própria marca, faleceu em 19 de fevereiro de 2019. Perdemos, assim, um dos maiores ícones da moda de nosso tempo. As suspeitas que o designer alemão não estava bem surgiram durante a Semana da Moda de alta-costura em Paris, quando ele não compareceu ao desfile da Chanel pela primeira vez em 30 anos.

 

A HISTÓRIA DE KARL LAGERFELD

Nascido em 10 de setembro de 1933 na cidade de Hamburgo na Alemanha, filho de um rico empresário Sueco que trabalhava com a produção de leite em pó e de uma Violinista de Berlim, que também trabalhava com venda de lingeries quando conheceu seu marido.

Quando criança estudou em escolas particulares, formou-se em Desenho e História no Lycée Montaigne em Paris. Na adolescência se dedicou a carreira fashion, após vencer um concurso de design na categoria de casacos, sendo contratado como assistente por Pierre Balmain em 1955. Já em 195zt8, ingressou na Jean Patou, onde desenhou dez coleções de alta-costura em cinco anos, sob o nome de “Roland Karl”. Lagerfeld relatou que estava entediado na Jean Patou e decidiu passar dois anos viajando por algumas praias. Em 1964 começou a trabalhar como freelancer para a famosa casa de moda Chloé.

Na década de 1970, o design colaborou com a casa de alta-costura romana Curiel, assim como iniciou na Fendi, onde esteve a frente da direção criativa até seus últimos dias.

A marca, ‘a beira da falência, contratou o design em 1983 com objetivo de perpetuar o estilo da fundadora Coco Chanel, falecida em 1971.

Em um dos primeiros e mais bem sucedidos revivals da indústria da moda contemporânea, o kaiser rejuvenesceu a Maison francesa, impulsionando a grife para o topo do luxo internacional.

O estilista alemão não só foi capaz de trazê-la de volta ao sucesso, como levou modernidade e inovação a Chanel, conseguindo manter as características marcantes e o legado da icônica label francesa. Reinventou os códigos de Gabrielle Chanel: a jaqueta e o terno, o icônico little black dress (vestido pretinho básico), os preciosos tweeds, o famoso sapato bicolor, as bolsas de matelassê, que nunca deixaram de ser um verdadeiro sonho de consumo entre os grandes apreciadores da marca, assim como as joias e pérolas.

“Meu trabalho não é fazer o que ela fez, mas o que ela teria feito. O bom é que ‘Chanel’ é uma ideia que você pode adaptar de várias formas” disse ele, sobre Gabrielle.

 

ATUAÇÃO NA FENDI

A história de Karl com a Fendi é ainda mais antiga do que com a Chanel.

A obra intitulada “Fendi by Karl Lagerfeld” lançada em 2015 conta sobre a relação dele com a marca. No mesmo ano, Lagerfeld entrou para a história quando a Fendi estreou na Semana de Moda de Paris, tornando-o o primeiro estilista a comandar dois desfiles de alta-costura na mesma temporada (Fendi e Chanel).

Sua influência na história da Fendi é impressionante. Ele revolucionou a própria essência das peles e desde 1970 liderou a marca por cinco décadas de inovação pura e inabalável.  Sendo um verdadeiro visionário em tudo o que inventava, das campanhas publicitárias ‘‘as coleções ready-to-wear e couture’’.  Um gênio dos tempos modernos com senso único de estética, influenciou toda uma geração de estilistas.

Sob o comando de Karl, em 2009 a Fendi cria a icônica bolsa Peekaboo, por Sylvia Venturini Fendi. A peça recentemente foi recriada em comemoração aos seus dez anos de lançamento.

Outra invenção de sucesso da marca italiana são os “pingentes de bolsas/chaveiro” que se destacam e aparecem em vários formatos. Há, inclusive, um modelo de “mini Karl Lagerfeld”.

Graças a criatividade sem igual do Mago da moda, a Fendi é hoje sinônimo de qualidade atemporal, tradição e ousadia.

A MARCA KARL LAGERFELD

No ano de 1984 Karl lança sua marca própria, localizada no número 144 da Champs-Élysées, em Paris. Mesmo com a carga intensa de trabalho na Fendi e na Chanel, Lagerfeld fez algumas parcerias a frente de sua grife: com a Diesel em 2002 e com a H&M em 2004.  Além dessas marcas, o estilista já colaborou com a Tommy Hilfiger, Melissa e Wolford.

Ele também criou figurinos para o teatro como o famoso La Scala de Milão, e apresentações musicais de Madonna e Kylie Montaigne, ao mesmo tempo que ficou conhecido por suas belas fotografias. Clicou para as casas de seu comando, fez editoriais para publicações impressas, como a capa da Vogue Brasil, em dezembro de 2014, com a ubermodel Gisele Bundchen e sua gata Choupette.

Karl sempre trabalhou para produzir desfiles dos jeitos mais inusitados e divertidos possíveis, inspirados em aeroportos, supermercados, ruas, praias ou cassinos. A sua ideia era mostrar que as roupas de grife não se encaixam apenas em ocasiões formais.

A história do talentoso estilista é também marcada por polêmicas e controvérsias, como em 1993, quando uma conhecida stripper e atriz italiana desfilou para a coleção da Fendi, e a renomada editora-chefe da Vogue norte-americana, Anna Wintor, se retirou do desfile. Outro episódio ocorreu em 1994, quando Karl usou um verso do Alcorão para apresentar sua coleção de alta-costura, gerando uma grande polêmica entre os muçulmanos. Em 2001, em Nova York, ativistas do PETA (Pessoas pelo tratamento Ético dos Animais) protestaram contra Lagerfeld por usar peles de animais em suas coleções. A cantora Adele também foi alvo dos comentários polêmicos do design alemão, quando ele disse que ela era “um pouco gorda demais”, causando furor aos fãs da cantora ao redor do mundo.

Em meio a uma história rica, repleta de acontecimentos, surpresas, inovações e posturas consideradas preconceituosas, Karl Lagerfeld é considerado um dos maiores nomes da história da moda. Estilista, fotógrafo e design admirado em todo o mundo, deixa um legado incrível e centenas de fãs e admiradores.

MAIS UMA CURIOSIDADE SOBRE O GÊNIO DA MODA:

Karl Lagerfeld sonhava em deixar parte de sua fortuna (estimada em US$ 185 milhões) para sua gata Choupette, companheira fiel de sete anos de vida e passarelas, embora a gata já seja dona de uma pequena fortuna depositada em seu nome em uma conta bancária. Ele exprimiu publicamente esse desejo em diversas ocasiões, inclusive em entrevistas. No entanto a legislação da Franca, onde ele residia, proíbe deixar herança para não-humanos. Lagerfeld não era casado, nem tinha filhos. A possibilidade mais concreta é que tenha designado um responsável legal por Choupette. Os nomes mais cogitados são o do modelo Brad Koenig, amigo do estilista, e o também modelo Baptiste Giabiconi, primeiro dono da gata.

 

MAGDA C. LOPES

Publicitária, empresária e fundadora da loja virtual OHH MAGOT!, especializada em artigos de luxo das principais grifes internacionais, como roupas, bolsas, sapatos e acessórios 100% autênticos e exclusivos, diretamente das capitais do mundo da moda.


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