• (45) 3027-2551
  • (45) 99834-2934
  •         
Foz do Iguaçu, Paraná    º ↓º    13 Nov | 00h11
Revista
DIVA MAG
Assine Já
04 Nov | 16:03:09

Você está protegido? 




Quase ninguém gosta estar exposto a riscos, principalmente se pode evitá-los. É exatamente por isso, que pessoas e instituições em todo o mundo contratam seguros: para se proteger de riscos que não querem e não precisam correr.

No Brasil, este desejo de evitar riscos é tão grande que embutimos seguros específicos em muitos serviços e produtos que em outros países não têm seguros similares. Por exemplo, no Brasil, passageiros são ressarcidos pelas companhias aéreas por voos cancelados por questões climáticas, o que não ocorre em nenhum dos maiores mercados aéreos do mundo, pagando pelo preço deste seguro, embutido no preço das passagens, felizes da vida.

Outro exemplo é o Seguro DPVAT, um seguro obrigatório que oferece cobertura para danos pessoais causados por acidentes com veículos automotores aqui no Brasil. 

Aí é que a peculiaridade de nós brasileiros chama a atenção. Por um lado, apreciamos seguros o suficiente para torná-los obrigatórios em diversas modalidades em que eles não existem em outros países. Por outro, muito menos brasileiros compram as modalidades mais tradicionais e importantes de seguros do que em outros países.

A maioria dos brasileiros só compra seguro para seu automóvel - ou no máximo seguro de saúde - mas, em geral, não tem seguro de vida ou residencial, que costumam ser muito mais baratos.

A casa própria ainda é o maior sonho de muitos brasileiros, mas poucos seguram este bem tão precioso. Isto surpreende ainda mais, considerando que o Seguro Residencial também oferece diversas assistências - elétrica, hidráulica e outros reparos domésticos – e o investimento para ele é pequeno. A explicação parece ser a falta de cultura de seguros da maioria das pessoas. Elas sequer pensam na contratação do seguro.

No caso do seguro de vida, a situação ainda é mais peculiar. Se as pessoas, em geral, não gostam de se expor a riscos que podem evitar, isso é ainda mais verdade quando pensamos em não expor quem amamos a riscos que nós podemos evitar. Difícil pensar em algo mais óbvio do que proteger com um seguro de vida quem amamos de uma incapacidade futura nossa de continuar provendo para elas.

Talvez, poucos comprem seguros de vida porque ninguém gosta de pensar na própria morte. No entanto, todos sabemos que ela é inevitável. Se podemos evitar que, quando acontecer, ela deixe quem amamos desamparados, por que não? Mais uma vez, parece que a falta de cultura de seguros por aqui parece ser a principal responsável pela baixa contratação desta modalidade de seguro no país quando comparado a outros países.

É aí que me pergunto se a falta de cultura de seguros no Brasil não se explica, ao menos em parte, pela enorme volatilidade econômica que o país teve historicamente e o impacto que ela teve sobre as empresas que fazem negócios aqui. Historicamente, nossos altos e baixos macroeconômicos levaram muitas empresas a quebrar e outras a abandonar o Brasil. Seguros são comprados hoje na expectativa de que quem os vendeu tenha de honrá-lo daqui a muito tempo. Por isso, a confiança por parte de quem compra o seguro de que quem o vende continuará em condições de honrá-lo daqui a muito tempo é fundamental. Será que isto abalou a confiança dos brasileiros em seguros?

Não sei, mas sei que esta seria uma péssima razão para alguém não comprar um seguro no país hoje em dia. Desde o Plano Real, há 25 anos, a economia brasileira está muito menos instável. Mesmo na pior recessão da história brasileira, que aconteceu recentemente, não houve nenhuma quebradeira generalizada, nem debandada de empresas no Brasil. Em particular, no setor de seguros, nada disso ocorreu.

Além disso, há no setor instituições brasileiras longevas e que, certamente, continuarão atuando aqui, como a BB Seguros, que aliás, oferece tanto seguro de vida quanto residencial.

Em resumo, se você nunca pensou em um seguro de vida ou residencial, talvez, agora seja uma boa hora de pensar. A última coisa que eu gostaria é que, daqui a alguns anos, você se lembre deste artigo, arrependido pelo que poderia ter feito e não fez. 

 


Compartilhar


Posts Relacionadas


Comentários