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04 Mai | 16:34:51

As pequenas grandes princesas




 

 

Todos os adultos já foram crianças, e quando somos crianças, sonhamos o tempo todo com histórias possíveis e impossíveis, com direito a tudo que o doce da inocência pode nos dar. Como disse Antoine de Saint-Exupéry, no famoso livro O Pequeno Príncipe, “Todas as pessoas grandes foram um dia crianças, mas poucas se lembram disso.”. É através da janela dos sonhos de infância que vamos conhecer um pouco da história de mulheres inspiradoras, de duas pequenas grandes empreendedoras.

 

A pequena princesa das artes
Adriana Gomes

 

Aos 6 anos de idade, Adriana Gomes não sabia que seus pulos e piruetas virariam plié, tendu e jeté. Que as horas rotineiras divididas com os pais em meio à sica e diversão, virariam 18 anos da maior escola de dança da cidade. Para viver a realidade de hoje, Adriana começou não só a sonhar muito cedo, mas também a agir. Foi professora da Fundação Cultural e mantinha outros seis empregos, atendendo escolas e aulas particulares. Conheceu outros sonhadores como ela e esses foram sua maior motivação.

Adriana se deu por completo pela dança. Conquistou o espaço que não tinha, com a estrutura que também não tinha e fez mais pessoas que não sonhavam como ela, sonharem. Especializou-se, buscou apoio em nomes confiáveis, como o da professora Leandra Vagliati, e juntas criaram um grupo independente sem fins lucrativo. E assim foi por três anos, trabalhando para investir em seu centro de dança que, com apenas 13 bailarinos, já estava conquistando premiações em festivais estaduais.

 

Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry

 

Agora completando 18 anos, a Cia do Corpo é uma família, com uma mãe de pulso firme com muito carinho para distribuir, que mora em um palácio que é a Mansão das Artes, graças a seu sócio, Maximiliano Garavano. E mais uma vez, mesmo após quase duas décadas, Adriana continua unindo pessoas que sonham e querem ir além.

 

Tamanha é a força das pessoas quando elas sonham juntas, que foi assim, com união, que a Cia do Corpo passou por toda e qualquer crise, contando com pessoas amigas, a equipe e os alunos, que foram uma família para Adriana, lutando por quem lutou pelo sonho de todos. E ganhando cada vez mais confiança, hoje a Cia do Corpo é acolhida de maneira justa, correspondente à entrega que realiza, mostrando cada vez mais o quanto são capacitados, assim como os profissionais de grandes centros.

 

Os adultos não lembram o que é ser criança, mas – ainda bem – alguns como Adriana, ainda sabem sonhar alto como uma, mantendo a responsabilidade da vida adulta, e usando-a a seu favor para que tudo vire realidade.

 


“Eu me sinto mãe. Tão mãe dos meus filhos, coruja, feliz, tão grata por existir Matheus e Juliana na minha vida, que participam e presenciam o meu trabalho. Sou mãe também da minha equipe que é um pouquinho de mim, porque quero cuidar deles como meus filhos. Como professora, eu sou a mãe que é uma referência, uma instrutora do que realmente vale a pena na vida, porque compete a mim, passar tudo que há de leveza, discernimento e alegria através da dança.

 


“Minha maior inspiração é sentir a vida, que pra mim, representa aquele momento de energia onde eu posso contemplar o momento que eu entro na rua da minha escola, quando eu acordo meus filhos, quando eu preparo aquela comida gostosa para agradar as pessoas que eu amo, é o momento que eu preparo um exercício na minha aula e eu vejo quanto as minhas mulheres maravilhosas se entregam. Isso para mim é vida, isso para mim é inspiração.

 

A pequena princesa dos negócios
Silvia Caldas Gomes

 

Silvia aprendeu desde muito cedo a ser uma mulher responsável. Aos 9 anos de idade tinha que dividir sua infância com as preocupações da vida adulta. Com o falecimento de seu pai, ajudava a mãe em casa a fazer chinelos e roupas de crochê para criar os três irmãos. Mesmo em meio às adversidades e tendo que amadurecer tão cedo, ela manteve viva a melhor parte de ser criança: a de sonhar!

 

E até hoje é assim, não há o que impeça Silvia de sonhar. Sempre sentiu em si uma veia para os negócios, trabalhou a vida toda com vendas e queria seguir os passos da família: ser uma empreendedora. Os pais de Silvia tinham vários negócios, ela e seus irmãos cresceram nesse meio, lapidando suas habilidades de gestão com paixão. E o resultado não poderia ter sido outro. Hoje, além de todos os irmãos serem empresários, Silvia conseguiu transmitir sua paixão para sua própria família, e agora a KMZTÁ conta com a ajuda de seu esposo e de suas duas filhas.

 

“Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante”
O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry

 

Empreender não era o único sonho de Silvia, claro. Até porque o que move grandes empreendedores e faz com que eles prosperem é a vontade de fazer a diferença, não só para si mas também pelos outros. O que mantém Silvia apaixonada pela sua área de atuação é poder fazer algo para alguém, suprir uma necessidade do mercado e ao mesmo tempo conseguir gerar valor para outras empresas através dos uniformes que fabricam, fazendo assim o sonho de seus clientes saírem do papel.

 

Como a própria Silvia gosta de falar: “se trabalharmos com prazer, fazendo o que gostamos, a vitória será certa.”, e está sendo! Inaugurando uma unidade produtiva em Cidade do Leste, no Paraguai, agora a KMZTÁ é internacional, com perspectiva de expansão no mercado interno e externo, gerando mais empregos diretos e indiretos na fronteira até o final de 2020. A nova unidade dispõe de um show room para atender os clientes e está localizada no km 3,5 da Ruta Internacional. No lado brasileiro, em Foz do Iguaçu, a empresa também está de casa nova: na rua Almirante Barroso, 1239, ao lado da Óticas Carol, pertinho do antigo endereço, mas com muito mais conforto para os clientes.

 

Se Silvia foi uma criança com responsabilidade de gente grande, hoje ela consegue ser uma jovem empresária mantendo tudo de mais precioso que as crianças têm: bondade, paixão e força para seguir sonhando.


“Sou sonhadora e idealista como todo empreendedor. Tive meus momentos de dificuldade, crises financeiras, problemas de todos os tipos, mas nunca pensei em desistir. Muito pelo contrário, sempre persisti pois Business é a minha grande paixão, e como eu costumo dizer, nada como um dia após o outro. Sou muito otimista e acredito no trabalho feito com excelência, acho que se trabalharmos com prazer, fazendo o que gostamos, a vitória será certa. Os obstáculos sempre serviram para me impulsionar a ir além. Não sou mulher de desistir fácil.”

 


“O momento mais recompensador nestes anos de empresa creio que seja o que estamos vivendo agora, realizando um grande sonho, que foi planejado durante alguns anos, muito desejado e desenhado literalmente passo a passo: trabalharmos realmente a família toda no negócio. Eu, meu esposo, minha filha Gabriela, com 30 anos e trabalhando conosco desde seus 17 anos, e agora também minha filha mais nova Maria Eduarda, com 18 anos.”


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