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Foz do Iguaçu, Paraná    º ↓º    26 Fev | 19h57
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DIVA MAG
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06 Fev | 16:00:57

Especial Foz 2030




A Diva reuniu os maiores especialistas da cidade de Foz do Iguaçu para criar um panorama do crescimento urbano e turístico que presenciamos, projetando seus possíveis desdobramentos para os próximos 10 anos.

 

A cidade das Cataratas vêm ganhando destaque no cenário nacional e internacional no turismo, sendo atualmente o destino que mais cresce e atrai investimentos no Brasil e um dos três destinos mais escolhido no Brasil pelos estrangeiros. Os impactos que esse protagonismo causa na cidade já podem ser percebidos não só pelos turistas, que ganharam mais opções de atrativos, lazer e gastronomia, mas também para os moradores, que viram a cidade se desenvolver com obras de grande importância como o aproveitamento do Aquífero Guarani, que torna a cidade o maior destino termal do Brasil, construção do viaduto na BR 277 na entrada da cidade, entre outras atualizações que representaram um aumento no desenvolvimento urbano, comercial e sócio-cultural. Em conjunto com essas mudanças, a Foz de hoje, que é modelo em conservação da biodiversidade e referência em turismo sustentável com o Parque Nacional do Iguaçu, também mostra como quer continuar cuidando do meio ambiente e ser mais inteligente no futuro, com um plano de recuperação das margens e nascentes de três rios urbanos e implantação do programa de coleta seletiva em todos os bairros.

 

Apesar de já estarem consolidadas, algumas outras mudanças ainda estão em fase de desenvolvimento e construção, como a ampliação da pista de pouso e decolagem e também reforma interna do aeroporto internacional; a construção da segunda ponte entre Brasil e Paraguai; duplicação da Avenida das Cataratas; liberação dos cassinos em Foz do Iguaçu de acordo com o Marco Regulatório de Jogos, em discussão no Congresso Nacional; e construção do Hard Rock Hotel, uma das maiores e mais famosas cadeias de hotéis estadunidenses, além de outros hotéis de luxo.

 

Com o aprimoramento da estrutura da cidade, Foz passa a ser um atrativo não só para o turismo mas também como destino de muitos imigrantes. De acordo com o levantamento mais recente feito pela Delegacia da Receita Federal, hoje existem aproximadamente 81 etnias habitando a cidade, sendo as três maiores colônias compostas pelos paraguaios, libaneses e chineses. Foz atrai por ser uma cidade cosmopolita e hospitaleira, abrigando e celebrando a cultura de todos os povos que compõe a famosa miscigenação da cidade.

 

A Foz do futuro

Para saber mais detalhes, projeções e novas perspectivas sobre o futuro que estamos construindo hoje, a revista Diva entrevistou especialista das mais diversas áreas.

 

Mario Alberto Chaise de Camargo
Presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu (CODEFOZ)

Harmonizado com o espirito de uma comunidade empreendedora, e coerente com sua proposição de apresentar projetos cujo objetivo vise o desenvolvimento sustentável de uma Foz do Iguaçu futurista, o CODEFOZ – CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DE FOZ DO IGUAÇU tem procurado, neste contexto, fortalecer o processo de interação entre o poder público e a sociedade organizada, com o intuito de atingir objetivos cujos benefícios estendam sua abrangência a Foz do Iguaçu, ao Estado do Paraná e ao País.

Dentro desta premissa, um aspecto deveras importante, e do qual o CODEFOZ está imbuído, é o que diz respeito à necessidade de atrair investimentos com o objetivo de melhorar e ampliar a infraestrutura da cidade.

Especificamente sobre isto, e embora carente da atividade industrial convencional, a considerar que a vocação econômica de Foz do Iguaçu conta potencialmente com a chamada indústria sem chaminés, trunfo este de grande valia para enfrentar os desafios futuros, o que pressupõe criar uma mentalidade renovadora onde padrões de organização no trato com aspectos relacionados à natureza – luxuriante em Foz do Iguaçu – faça parte da cultura de sua gente; alie-se a isto, o fato de que sua  posição geoeconômica privilegiada a torna, igualmente, um importante elo no âmbito do comércio internacional, motivo pelo qual, e em função desta situação, o CODEFOZ tem em sua pauta projetos que se prestarão a atender não só a expectativa de uma urbe cada vez mais moderna e dinâmica, como, e principalmente, procurar fortalece-la de forma perene em suas atividades econômicas.

Neste aspecto, inclusive, destaque-se a criação do CODETRI, que vem a ser o CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO TRINACIONAL, e que tem como membros o CODEFOZ, o CODELESTE/CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL E AMBIENTAL DE CIUDAD DEL ESTE e o CODESPI/CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DE PUERTO IGUAZU, cujo propósito é o de fomentar ações e políticas públicas integradas para a região das três fronteiras, da qual a primeira ação do CODETRI diz respeito ao Meio Ambiente, que representa um modelo de governança no campo de meio ambiente absolutamente inovador nas três fronteiras.

 E para bem caracterizar a coerência e seriedade do projeto do CODETRI, foram neste criadas duas Câmaras Técnicas relacionadas ao turismo e à logística, segmentos estes que representam o carro chefe da economia iguaçuense e por que não da tríplice fronteira.      

Por sua vez, e dentre outros projetos em que a participação do CODEFOZ é efetiva, alguns já estão em fase de realização, como a “Segunda Ponte Brasil/Paraguai”, com a denominação sugestiva de “Ponte da Integração; a “construção da Perimetral Leste”, importante obra que se prestará a desafogar o trânsito de veículos pesados – caminhões e carretas – que hoje transitam pelo centro da cidade; neste aspecto, inclusive, a perspectiva de mais investimentos de empresas transportadoras que atuam no transporte internacional de cargas na ampliação de armazéns e pátios de estacionamento para atender a demanda de movimentação destes veículos transportadores de carga que transitam por Foz do Iguaçu; a ampliação da rede hoteleira com a construção de modernos espaços para esta atividade; a modernização e ampliação do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, com o aumento, inclusive, de sua pista em mais 600 metros, e o projeto para a construção de uma nova pista, no sentido de possibilitar, desta forma, uma maior quantidade de embarques e desembarques por este terminal aéreo, inclusive para atrair mais voos internacionais e a retomada dos voos cargueiros, muito usuais no passado; outros ainda em discussão, como a construção de um Novo Porto Seco; a rediscussão da duplicação da Rodovia BR 469; a duplicação do acesso ao Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu a partir da BR 469, já em fase de execução, diga-se de passagem, e aqueles ainda em fase embrionária, como a extensão da ferrovia, pela Ferro Oeste,  de Cascavel até Foz do Iguaçu e posteriormente até o Paraguai e a navegabilidade, pela hidrovia a montante, do lago de Itaipu até o Rio Tietê.

Complementando, e já como um fato novo em cujas discussões do aperfeiçoamento de seu projeto o CODEFOZ teve uma  participação efetiva, a destacar o advento das Lojas Francas de Fronteira, porém com uma visão mais abrangente para a região das três fronteiras, pois ainda representa uma incógnita pela sua peculiaridade, visto que prevê a comercialização de produtos nacionais e importados, deixando margem a dúvidas quanto aos reflexos na economia local.

Engajado nos desígnios por uma Foz do Iguaçu cada vez melhor, o CODEFOZ manifesta sua convicção de um decênio futuro determinado por realizações cujos benefícios, econômicos e sociais, serão revertidos à sua gente.

 

 

 

 

Leonor Venson
Presidente do Observatório Social de Foz do Iguaçu

Foz do Iguaçu terá um futuro bastante promissor. A cidade tem uma localização estratégica e com boas perspectivas para o futuro, especialmente no que se refere ao aspecto comercial e neste sentido receberá muitos investimentos tais como a instalação de lojas francas, segunda ponte entre Brasil e Paraguai, a duplicação da Rodovia das Cataratas, investimentos na saúde, melhorias e ampliação do aeroporto, etc. Quanto aos aspectos culturais e artísticos ainda há um nicho de mercado a ser explorado, porém dependerá de investimentos públicos e privados.

 

O Observatório Social do Brasil – Foz do Iguaçu atua em 4 grandes áreas: (1) Gestão Pública, (2) Educação Fiscal, (3) Transparência e (4) Ambiente de Negócios. Na gestão pública acompanhamos licitações, cargos em comissão, convênios e obras. Na área de Educação fiscal realizamos palestras, cursos e treinamentos voltados à gestão pública bem como ao controle social. Por meio dos portais da transparência, acompanhamos as prestações de contas e analisamos a documentação que serviu de base para processos públicos licitatórios e de compra. No ambiente de negócios monitoramos as compras públicas. Para os próximos 10 anos e dentro das áreas de atuação do Observatório, será dada maior ênfase à Educação Fiscal por acreditarmos que a educação é o caminho para as transformações que pretendemos alcançar. Estimular o exercício da cidadania por meio do controle social ampliará os observadores bem como garantirá melhor aplicação dos recursos públicos e melhorias na qualidade da prestação dos serviços públicos trazendo benefícios para todos.

 

Não tem como falar do futuro sem lembrar o passado. Diversos problemas relacionados à corrupção e desvios de recursos públicos tem marcado a sociedade Iguaçuense nos últimos anos. Em 2016 o Prefeito em exercício foi preso acusado de desvio de dinheiro público. Não bastasse a prisão do Prefeito, neste mesmo ano foi deflagrada pela Polícia Federal e Ministério Público a 5ª fase da Operação Pecúlio, denominada Nipoti, que prendeu 12 dos 15 vereadores. A operação teve como objetivo desarticular um grupo de pessoas da Administração Pública e Câmara de Vereadores por práticas de irregularidades e desvios de recursos públicos. Nesse mesmo período o Prefeito anterior foi declarado inelegível pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná por responder a acusações de improbidade administrativa, quando ocupou o cargo de prefeito de Foz entre os anos de 2005 a 2012. Desde então, diante dos fatos cometidos por agentes públicos, tem-se questionado sobre o papel do cidadão na gestão pública e a efetividade da sua participação no controle social. Aprendemos com os erros e precisamos cuidar do que é nosso. Há muitas formas e mecanismos de exercer o controle social, por meio dos portais da transparência, tribunais de contas, a partir do acompanhamento das seções da câmara de vereadores e especialmente com o monitoramento dos gastos públicos. Acreditamos que em 2030 a sociedade civil estará muito mais preparada para exercer o controle social e participar efetivamente na elaboração de políticas públicas.

 

A sociedade exercendo o controle social fará com que os gestores evitem o mau uso do dinheiro público garantindo investimentos e melhorias na qualidade na prestação de serviços públicos.

 

 

Faisal Ismail

Presidente da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI)

 

A nova sede da ACIFI em conjunto com o Centro Integrado de Desenvolvimento Regional em 2019 abriu caminho para um novo capítulo na história do associativismo e cooperativismo em Foz do Iguaçu. Concluída a base, agora é hora de intensificar as ações no coletivo e projetos para o futuro. Em 2020 será o ano de vôos à altura desse empreendimentomagnífico que só foi possível por termos pessoas engajadas, comprometidas em prol de algo importante para nossa cidade que realmente possa fazer a diferença em nossa sociedade.

 

A presença de 22 instituições da iniciativa privada e poder público dentro de um mesmo complexo comprova a disposição em unir-se em prol do crescimento da nossa região. Essa união é parte de todo ainda maior:  a sociedade civil organizada de Foz do Iguaçu, do Oeste do Paraná e das Três Fronteiras, cujo potencial é imenso. Afinal, juntos somos mais fortes.

 

Com sua envergadura turbinada ao lado de parceiros estratégicos, a ACIFI tem ainda ao menos mais dois fortes motivos para sonhar alto. Estamos caminhando para alcançar 2 mil associados em 2020 e completar expressivos 70 anos em 2021. Tudo isso reforça nossa responsabilidade em prol de quem faz parte da entidade, bem como das empresas em geral da nossa cidade.

 

Dessa forma, vamos trabalhar forte para fazer jus à representatividade conquistada. A começar vamos ampliar o diálogo com representantes do poder público municipal, estadual e federal para reivindicar a realização de projetos estruturantes de médio e longo prazo, além de aprovação de leis modernas que visem políticas públicas voltadas ao o crescimento da economia e a eficiência da gestão pública. Um exemplo é recém aprovada Lei Municipal do Compliance, um pedido da ACIFI à prefeitura visando maior transparência da administração municipal.

 

Saudamos as grandes obras em andamento, como a construção da 2ª ponte entre Brasil e Paraguai, a Perimetral Leste e a reforma e ampliação do aeroporto, entre tantas outras. O que nos permite agora concentrar energia e tempo para viabilizar outros dois sonhos: a construção do novo porto (Tri modal) na região norte do município e a duplicação da BR 469. Serão dois grandes feitos a favor não só logística, mas sim de toda região.

 

Mais do que nunca, 2020 também será dedicado ao empreendedorismo. Estamos em tratativas para lançar o ACIFI LABS, um espaço que reunirá empresários e pesquisadores na busca por novos modelos de negócio e na compreensão da experiência do consumidor. A ideia é conectar ideias em potencial de profissionais e empresas ao mundo das inovações, em conjunto ainda com investidores potenciais, criando um ecossistema de negócios avançado em nosso município. 

 

Com a visão de uma década possivelmente teremos um grande complexo de cadeias de hotéis de luxo como hotéis inteligentes e econômicos com sistemas modernos que se auto gerenciam na maior parte da operação de um empreendimento. Como grandes estruturas novas na melhoria logística de nossa cidade como novos 2 grandes viadutos necessários para o futuro da cidade, como algumas trincheiras em várias partes de nossa cidade.

 

O que não está longe de acontecer e só falta organização e investimento do poder público é na atração organizada de indústria que desfrutem da Lei de Inovação, mas algo que independente de governo municipal isso siga em frente, com parcerias publico privadas que são um modelo saudável e de grande força no desenvolvimento de geração de emprego e renda rapidamente.

 

Ter uma cidade 100% digital é algo simples e fácil de se realizar, com atração de empresas para a Lei de Inovação isto se faz muito forte em nossa cidade e necessário, tenho a convicção que este é um movimento sem volta, todos estamos conectados e nossa cidade é uma referência mundial em beleza natural e será na inovação. Estamos iniciando o Iguassu Valley em 2020 que será o protagonista de muitas de nossas demandas de inovação para os setores de turismo, logística, comercio, indústria e todas outras que ancoram nossa região.

 

O município ter uma frota de carros com energia renovável a fim de reduzir custos, e evoluir no conceito de cidades inteligentes com painéis solares espalhados pela cidade como também uma fazenda de placas fotovoltaicas o que poderia ser um consórcio com outras cidades do oeste em conjunto com Itaipu Binacional, todos se beneficiariam da tecnologia e o meio ambiente agradece.

 

Culturalmente estamos nos últimos 10 anos tendo a formação de mais Mestres e Doutores como também atraídos pela qualidade de vida em nossa cidade estes intelectuais, trazem mais cultura e qualidade no conhecimento regional, creio que isso tende a ser exponencial nos próximos anos, cada vez vir mais gente com formação superior e termos em nosso parque Educacional cada vez mais cursos de alto nível nacional e internacionalmente certificados, onde chegaremos a ser uma das 3 cidades do paraná com mais estudantes universitários.

 

A nível de Turismo alguns atrativos turísticos mundiais estarão aqui nos próximos anos, isso será inevitável, e ainda mais agora com os países que não precisam mais de vistos para o Brasil, qualquer empresário inteligente, seja de hotelaria, lazer, gastronomia e entretenimento vai querer estar em Foz, como as grandes marcas de Franquias em Redes Mundiais, temos um local único, invejável e abençoado.

 

Nosso aeroporto vai ser um HUB da América do Sul, com mais de 100 vôos diários para todos os continentes do planeta. Nossa rodovia das cataratas terá será uma força comercial enorme após a sua duplicação que acontecerá em breve.

 

Integrar com Paraguai e Argentina é algo vital e estratégico onde já vem se desenvolvendo alguns trabalhos, e agora com a consolidação do CODETRI (Conselho de Desenvolvimento Trinacional) teremos um planejamento norteado por ações compartilhadas entre os 3 países, em que sabemos que refletem em uma região somente, da grande IGUAÇU com mais de 1 milhão de habitantes.

 

Valorizando a integração e inovação para o desenvolvimento socioeconômico, que construiremos um futuro melhor para Foz do Iguaçu e Oeste do Paraná!

 

 

 

 

 

Rosa Maria Jeronymo Lima
Secretária extraordinária de Direitos Humanos e Relação com a Comunidade e Primeira-Dama

A atual administração de Foz do Iguaçu atua pensando no futuro do município. Nosso compromisso é com as pessoas e com a qualidade de vida de quem habita nosso espaço municipal, que trabalha por nosso município e vive conosco no dia-a-a-dia. E isso se faz com planejamento, sensibilidade humana e preocupação com o futuro, baseada nos Direitos Humanos. E com a certeza de não estarmos sozinhos no mundo.


Nosso município se orienta e participa do esforço dos ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, estabelecidos pelo conjunto das nações, reunidas na ONU – Organização das Nações Unidas. Esses compromissos são: Erradicação da pobreza; Fome Zero e Agricultura Sustentável; Saúde e Bem Estar; Educação de qualidade; Igualdade de Gênero; Água Potável e Saneamento; Energia limpa e acessível; Trabalho decente e Crescimento econômico; Indústria, inovação e infraestrutura; Redução as desigualdades; Sociedades e comunidades sustentáveis; Consumo e produção responsáveis; Ação contra a mudança global do clima; Vida na água ; Vida terrestre; Paz, justiça e Instituições eficazes; Parcerias e meios de implementação.


Com esses Objetivos mundiais, a atual administração do Prefeito Chico Brasileiro quer construir um futuro melhor e deixar para as futuras gerações um município mais limpo, mais seguro socialmente e com pessoas mais felizes. Essa é a Agenda 20-30, que começa com as bases dos ODS estabelecidos em 2015 e aponta a construção de uma sociedade melhor para 2030.


Esse desafio é grande, mas necessário.
Toda nossa atuação à frente da atual administração se pauta pelos ODS e trabalhamos com a esperança e a certeza de que Foz do Iguaçu terá, em 2030, uma população com um atendimento mais adequado e digno, e uma população com seus Direitos Humanos respeitados em sua plenitude.


Nossa Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Relações com a Comunidade é a responsável pela implementação dos ODS dentro da atual administração municipal, promovendo políticas públicas para a garantia dos Direitos Humanos e fazendo um trabalho sério de ajudar na organização popular. Em 2019 fomos responsáveis pela implantação do orçamento participativo que possibilitou a populção das diversas regiões da cidade entender o que é um orçamento público e definir em assembléia como gostaria que uma parte dos recursos livres fossem investidos em cada região. Do meu ponto de vista, essa é uma das ações mais importantes de uma gestão, pois respeita a democracia e garante a transparência dos recursos públicos, afinal os recursos são frutos dos impostos pagos e o cidadão precisa saber como ele é aplicado.

Queremos consolidar essa marca na gestão municipal para que os iguaçuenses entendam que uma sociedade só exerce sua verdadeira cidadania quando poder público e a sociedade dialogam próximas. Só assim se consegue construir uma sociedade baseada na Humanidade e na solidariedade entre as pessoas. Quando você tem a oportunidade de fazer a gestão de um governo é preciso pensar, planejar e olhar para o futuro para consolidar ações que transformem a vida das pessoas e é isso que temos buscado para que as próximas gerações tenham um futuro melhor.


Essa é a proposta dos ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas, e o nosso compromisso com a população. E com a construção do futuro.

 

 

 

Fábio Hauagge Prado
Pró-Reitor do Grupo UDC

 

O Grupo Dinâmica é uma instituição com história, tradição e que atualiza-se constantemente, oferecendo o que há de mais moderno na educação dos alunos. Entendemos que não há como evoluir sem investimentos em tecnologia e que essa realidade é cada vez mais urgente. O futuro da educação formal está intimamente ligado ás novidades tecnológicas que ocorrem com grande rapidez.

O estudante é altamente tecnológico, vai às aulas com um alto nível de informação que precisa ser discutida, aprofundada e transformada em conhecimento em todos os segmentos, da Educação Infantil ao Ensino Superior.

Estamos sempre atentos às mudanças que ocorrem no meio educacional. Conhecemos os alunos, por isso sabemos que não podemos parar no tempo. Constantemente investimos em inovações por meio de novas tecnologias que proporcionam um maior aprofundamento no conhecimento, e por meio dele a qualidade do que se ensina e como se aprende no Século XXI. 

Para o Grupo Dinâmica o Professor é insubstituível, as novas tecnologias vêm para inovar e aproximar o conhecimento, antes, tão distante do aluno. Nesse sentido o Professor é mediador da descoberta, desenvolvendo nos alunos cada vez mais suas habilidades e competências, porém, como diz a Presidente do Grupo Dinâmica, Professora Rosicler Hauagge Prado, o papel principal de orientador é e sempre será dele.

 

As mudanças no panorama turístico, econômico e sócio-cultural da cidade não apenas terão, como já têm um grande impacto no ensino em todos os segmentos.

O Parque Nacional do Iguaçu, por exemplo, recebeu em 2019 946.544 turistas estrangeiros e esse é um número que cresce anualmente.  No ano passado tivemos um marco que certamente fez e ainda fará muita diferença para o trade, visitantes dos Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália não precisam mais apresentar visto de entrada no Brasil. Uma facilidade aos turistas, que se reflete na multiplicação dos números de visitantes de outros países.

Assim, nossos estudantes não têm mais muitas opções a não ser se preparar para a onda internacional que já causa grandes impactos em nossa sociedade. Ser conhecedor e dominar um 2º, 3º, 4º idiomas, hoje deixa de ser um diferencial e se torna, neste cenário, algo fundamental.

Desta forma, a oferta do ensino focado em línguas também vem sendo cada vez mais imprescindível. No Grupo Dinâmica oferecemos em diversos segmentos o ensino BILÍNGUE e até mesmo Programas especiais de dupla certificação para ensino médio. Além de dezenas de viagens de estudos e imersão em línguas aos Estados Unidos e Europa. 

Outro ponto que deve ser levantado aqui é a importância do contato com instituições, professores e estudantes internacionais para enriquecer ainda mais o currículo dos nossos estudantes em qualquer segmento. São futuros profissionais que vão poder transmitir tudo isso ao mercado de trabalho.

 

 

 

Nara Oliveira
Mestre em Sociedade, Cultura e Fronteiras pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE. Professora universitária do Centro Universitário Dinâmica das Cataratas – UDC e pesquisadora voluntária no Centro de Altos Estudos da Conscienciologia – CEAEC. Autora do livro Foz do Iguaçu Intercultural: Cotidiano e Narrativas da Alteridade (2012). Docente na área de Antropologia Cultural, dedica-se à investigação das temáticas multiculturalidade e interculturalidade há mais de duas décadas.

Em 2019, não nos faltaram evidências da desinformação quanto à diversidade cultural e às relações interculturais. A expressão e a ressonância dos ímpetos segregacionistas marcaram o final da década. Nessa atmosfera, a “diferença” vem sendo tomada como ameaça e afrontada com violência.

Na cultura da desinformação, preconceitos, conclusões precipitadas e posições unilaterais são expressões de erros de apreciação, facilmente multiplicáveis por indução. Nesse sentido, convém pensar sobre aspectos da cultura que sustentam preconceitos e formas de violência cultural.

A violência cultural está presente nos discursos sociais, nos comportamentos socialmente aprendidos e nos produtos da indústria cultural. As sociedades representam formal e normativamente modos culturais de viver, pensar e agir autoritários e libertários. As duas dimensões, em diferentes gradações, estão presentes dos pequenos grupos e comunidades até os complexos sistemas sociais. Longe da equidade, convivem em permanente tensão.

A relação entre indivíduos e grupos é feita de encontros e desencontros, equilíbrios e tensões, coesões e rupturas, acordos e desacordos.

Transpor fronteiras, indo em direção a costumes, ideologias, comportamentos e crenças diferentes, contesta verdades habituais provocando desconforto e instabilidade, o que é inerente às relações sociais e interculturais.

A defesa da diversidade é conquista histórica resultante de ações orientadas para a afirmação e consolidação dos direitos humanos que estão na base do Estado democrático.


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